Polícia Civil apreende carne imprópria para consumo em Campo Grande
Foram apreendidos mais de duas toneladas de carne bovina
A Polícia Civil, em conjunto com o Procon, realizou uma operação que resultou na apreensão de mais de duas toneladas de carne imprópria para consumo na quarta-feira( 16) em um mercado localizado no Jardim Itamaracá, em Campo Grande. Durante a ação, o proprietário do estabelecimento, de 51 anos, foi preso por comercializar produtos inadequados à saúde pública.
A fiscalização, que ocorreu em um mercado de médio porte, revelou uma série de irregularidades. Na primeira câmara fria, foram encontrados 1.081 quilos de carne bovina, além de 212 quilos de linguiça artesanal produzida sem o selo de inspeção municipal (SIM), 41 quilos de coração de boi e 41 quilos de frios. A segunda câmara fria apresentou uma situação ainda mais alarmante, com 272 quilos de carne suína em estado de deterioração, 235 salsichas vencidas há mais de três meses, 58 quilos de frango, 32 quilos de calabresa e 538 quilos de peixes com vísceras, provenientes de produção clandestina.

Um dos pontos mais preocupantes da fiscalização foi a descoberta de carne para charque, que estava contaminada com casulos de larvas de moscas. Essa carne seria utilizada para a produção de linguiça e charque, colocando em risco a saúde dos consumidores.
As autoridades também identificaram um grave problema relacionado ao armazenamento de vacinas para bovinos, equinos e cães. Algumas dessas vacinas, que devem ser mantidas em condições específicas, estavam armazenadas na mesma câmara que a carne, o que representa um risco significativo para a saúde animal e pública.


A carne apreendida foi encaminhada para descarte, seguindo as normas estabelecidas pela legislação federal e pelo estado de Mato Grosso do Sul. O comerciante será apresentado pela Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) ao Juiz de Custódia.
Já os medicamentos encontrados no local foram enviados para a Vigilância Sanitária, uma vez que sua destruição requer cuidados rigorosos para evitar qualquer risco adicional à saúde pública.
Foto: Arquivo