Trump retorna à Casa Branca como Presidente dos EUA
Donald Trump reassume a presidência dos Estados Unidos nesta segunda-feira (20), após uma vitória contundente nas eleições de 2024. A cerimônia de posse em Washington, marcada pela presença exclusiva de aliados e pela ausência de figuras tradicionais do Partido Republicano, sinaliza um segundo mandato com postura ainda mais independente e focado em políticas controversas.
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A vitória de Trump, desta vez com ampla margem sobre a democrata Kamala Harris, tanto no voto popular quanto no Colégio Eleitoral, contrasta com a apertada disputa de 2016. Para o professor de Relações Internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan, a reeleição representa um triunfo pessoal para Trump, que se viu livre de processos judiciais e agora governa sem a tutela dos veteranos do partido. “Era a Casa Branca ou a cadeia”, resume Trevisan, destacando a trajetória tumultuada do republicano nos últimos anos.
A cerimônia de posse reflete a nova postura de Trump. Quebrando o protocolo, o presidente convidou diretamente líderes internacionais alinhados com sua ideologia, como Javier Milei (Argentina), Giorgia Meloni (Itália) e Viktor Orbán (Hungria). A lista de convidados também incluiu Jair Bolsonaro, cujo pedido para comparecer à cerimônia foi negado pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro. Figuras de partidos ultraconservadores europeus, como o alemão AfD e o espanhol VOX, também marcaram presença, enquanto líderes como Ursula von der Leyen, Vladimir Putin e Kim Jong-un não foram convidados. A representação do Brasil ficou a cargo da embaixadora em Washington, Maria Luiza Viotti.
Outro grupo de destaque na cerimônia foi o de magnates da tecnologia do Vale do Silício. Elon Musk, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg, entre outros, ocuparam as primeiras filas, sinalizando a importância estratégica desse setor para o segundo mandato de Trump. Essa proximidade se traduziu em uma série de ordens executivas assinadas logo após a posse, com foco em medidas tributárias favoráveis às grandes empresas de tecnologia.
A estratégia de choque inicial, marca do primeiro mandato de Trump, se repete. Entre as ordens executivas, destacam-se medidas anti-imigração, como a declaração de emergência nacional na fronteira com o México e a autorização para a prisão de imigrantes sem antecedentes criminais. Segundo Trevisan, essas medidas polêmicas servem como cortina de fumaça para as benesses tributárias concedidas ao Vale do Silício. Outras ordens executivas devem abordar temas como energia, regulação de veículos elétricos e a possível retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris.
A cerimônia segue a tradição, com um serviço religioso e um chá com o ex-presidente Joe Biden, que comparece ao evento, apesar da ausência de Trump em sua posse em 2021. O discurso de Trump no Capitólio, seguido da assinatura das ordens executivas, revisão de tropas e baile noturno, marcam o início oficial do segundo mandato. A única alteração no protocolo é a realização da cerimônia em um local fechado devido ao frio intenso.
A imprensa americana especula que Trump manterá a estratégia de choque nas próximas semanas, impulsionado pela vitória eleitoral e pela resolução dos processos judiciais que o ameaçavam. O retorno à Casa Branca ao lado de Melania Trump e a consolidação de seu império, construído a partir do legado paterno no mercado imobiliário de Nova York, completam o cenário do segundo ato da presidência de Donald Trump.
Foto: Divulgação
