30 de agosto de 2025
Polícia

Ex-coordenador da Apae é preso suspeito de desviar R$ 8 milhões em MS

Além da prisão a Operação Occulto cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Campo Grande e Camapuã

O ex-coordenador da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Paulo Henrique Muleta Andrade, foi preso na segunda-feira (10) durante a Operação Occulto, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Ele é suspeito de desviar R$ 8.066.745,25 destinados ao atendimento de pacientes ostomizados.

De acordo com o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS), desde 2021, Paulo e outros investigados utilizavam empresas de fachada para simular vendas à rede pública de saúde. Os recursos, repassados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) para o tratamento desses pacientes, eram então desviados pelo esquema.

Além da prisão de Muleta, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em residências e um ponto comercial nos municípios de Campo Grande e Camapuã. A investigação aponta para diversos crimes de lavagem de dinheiro, com os suspeitos ocultando o destino dos valores desviados dos cofres públicos. A reportagem tentou contato com a defesa de Paulo Henrique Muleta Andrade, mas não obteve retorno até o momento.

Este não é o primeiro envolvimento de Muleta com a justiça. Em novembro de 2023, ele foi afastado de suas funções na Apae após ser citado em outra operação que investigava desvio de verbas públicas. Posteriormente, em junho de 2024, foi denunciado por corrupção passiva, denúncia que foi aceita pelo Poder Judiciário.

O nome da operação, Occulto, faz alusão à tentativa de ocultar o dinheiro desviado e também ao fato de o ex-coordenador ter solicitado cidadania italiana, supostamente com a intenção de deixar o Brasil.

Foto: Divulgação