29 de agosto de 2025
EleiçõesPolítica

Landmark defende nome próprio do PT para 2026 e reforça saída do governo

Segundo o vereador, a decisão foi unânime após o alinhamento do governador Eduardo Riedel com a extrema-direita

Durante reunião da executiva estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) na tarde da última sexta-feira (8), em Campo Grande, o vereador Landmark Rios destacou que o rompimento com o governo do Estado fortalece a organização interna da sigla para as eleições de 2026.

Segundo o parlamentar, o PT está “muito consciente e se preparando para organizar o seu palanque em Mato Grosso do Sul, com candidaturas a deputado estadual, deputado federal, Senado e Governo do Estado”.

Ele reforçou que o nome pretendido pelo partido para disputar o governo é o de Fábio Trad e que a legenda já trabalha para trazer o ex-deputado para a disputa. “Estamos organizando e preparando a vinda dele, vamos fazer esse debate”, afirmou Landmark.

A decisão de romper com o governador Eduardo Riedel (PSDB) foi tomada por unanimidade pela executiva estadual do PT, em conjunto com outras lideranças. A reunião foi conduzida pelo presidente do diretório estadual, Vladimir Ferreira, e pelo presidente eleito, deputado Vander Loubet, que deve assumir o cargo nos próximos dias.

Vladimir lembrou que, em 2022, o PT apoiou Riedel no segundo turno “para derrotar a extrema-direita” e participou do governo acreditando em uma frente de defesa da democracia. Entretanto, citou que a conjuntura mudou, com o governador e lideranças do PSDB se alinhando politicamente à mesma extrema-direita que o PT ajudou a derrotar.

“Essa relação se esgotou. A partir deste momento, o PT vai construir um projeto que represente, em Mato Grosso do Sul, o projeto nacional liderado pelo presidente Lula”, disse Vladimir.

O deputado federal Vander Loubet destacou que a ruptura não prejudicará os investimentos no Estado, já que “a maior parte dos recursos que chegam a MS são do Governo Federal” e garantiu que a bancada seguirá trabalhando para trazer obras e programas à população.

Para ele, o estopim foi a carta assinada por Riedel, que prestou solidariedade a Bolsonaro e defendeu pautas da extrema-direita, ferindo “os princípios democráticos que o PT defende”.

A deputada federal Camila Jara afirmou que o rompimento vai “separar o joio do trigo” e mostrar à população quais entregas são resultado direto do trabalho do PT em parceria com o Governo Lula.

“Eles vão ter que se esforçar para mostrar o que o governo estadual entregou sozinho, sem a parceria do governo Lula. E lanço o desafio para que mostrem também o que o governo Bolsonaro entregou para MS”, disse Camila.

O PT agora se organiza para oficializar a saída do governo assim que Riedel retornar de viagem, e já anunciou que no dia 30 de agosto fará um encontro para definir os próximos passos, buscando consolidar a construção de uma frente ampla de apoio a Lula no Estado.

Além de Vladimir, Vander, Camila e Landmark, também participaram outras lideranças do partido, como o deputado estadual Pedro Kemp, presidente eleito do diretório municipal, a deputada estadual Gleice Jane, o deputado estadual Zeca do PT, Agamenon do Prado, atual presidente do diretório municipal, Humberto Amaducci, entre outras.