23 de janeiro de 2026
MundoPolítica

Maduro desembarca em Nova York escoltado por agentes federais

Imagens exibidas por emissoras de televisão dos Estados Unidos mostraram, na noite deste sábado (3), o desembarque do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no Aeroporto Internacional de Stewart, localizado no Vale do Hudson, a cerca de 95 quilômetros de Nova York. O líder venezuelano chegou ao país escoltado por agentes federais norte-americanos.

A aeronave que transportou Maduro e sua esposa, Cilia Flores, pousou por volta das 18h30 (horário de Brasília), mais de 16 horas após a captura do casal em Caracas, durante uma operação conduzida por forças especiais dos Estados Unidos, descrita por autoridades como uma ação militar de grande escala em território venezuelano.

No momento do desembarque, Maduro aparecia cercado por dezenas de agentes do FBI e da DEA. Vestindo moletom e com capuz, o presidente venezuelano aparentava estar algemado nas mãos e nos pés e demonstrava dificuldade para descer as escadas da aeronave e caminhar pela pista até um hangar do aeroporto.

Segundo a imprensa norte-americana, Maduro e Cilia Flores deverão ser processados por tráfico internacional de drogas. As acusações, no entanto, ainda não foram acompanhadas de apresentação pública de provas por parte do governo dos EUA. Após o desembarque, o casal seria levado de helicóptero até Manhattan, onde fica a sede da DEA, e posteriormente encaminhado a unidades prisionais, onde permanecerão detidos enquanto respondem às imputações.

Mais cedo, em coletiva de imprensa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez sua primeira manifestação oficial após a operação militar na Venezuela. Ele afirmou que o governo norte-americano passará a administrar o país sul-americano temporariamente, até que seja possível conduzir um processo de transição de poder.

De acordo com Trump, a operação envolveu cerca de 150 aeronaves e foi planejada ao longo de vários meses. O presidente norte-americano não soube estimar por quanto tempo os EUA permanecerão no controle direto da Venezuela, país que possui uma fronteira superior a 2 mil quilômetros com o Brasil.

Apesar disso, Trump sinalizou a possibilidade de diálogo com a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, integrante do grupo político de Maduro, para a formação de um eventual governo interino. Em sua primeira manifestação pública após os acontecimentos, ela rejeitou qualquer subordinação da Venezuela ao governo dos Estados Unidos.

A situação segue em rápida evolução e deve provocar repercussões diplomáticas e políticas em toda a América Latina e no cenário internacional.
Foto: Reprodução/Reuters