Do recomeço pessoal ao negócio no campo família transforma café rural em fonte de renda com apoio do Senar/MS
Na zona rural de Campo Grande, uma história de superação, afeto e empreendedorismo ganhou forma e hoje inspira quem busca novos caminhos. O No Refúgio, espaço de vivências no campo criado por Marcia Nantes e sua família, nasceu de um processo profundo de reconstrução pessoal e se transformou em fonte de renda com apoio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Agroturismo do Senar/MS.
✅ Siga o site Campão News no Instagram
O local recebe visitantes aos domingos para um café da manhã típico de fazenda, aliado a experiências de contato com a natureza, simplicidade e acolhimento.
“Estamos na ativa hoje por conta do Senar. Minha ideia era estruturar tudo antes de abrir, mas o técnico disse que já podíamos começar com o pouco que tínhamos. Todo o processo de abertura e atendimento veio com o Senar”, conta Marcia.
Um recomeço que nasceu da necessidade

Criada na cidade, Marcia sempre teve ligação afetiva com o campo por meio das visitas à propriedade da avó e dos tios. Em 2022, enfrentando ansiedade, depressão e crises emocionais, tomou uma decisão radical: deixar a vida urbana e buscar paz no interior.
Ao lado do marido, encontrou uma propriedade rural abandonada. Sem estrutura, com mato alto e condições precárias, o local ainda assim trouxe algo que ela não encontrava mais na cidade: pertencimento e tranquilidade.
Mesmo dormindo em barraco improvisado e tomando banho de mangueira, Marcia descreve aquele período como o início da cura.
O nascimento do “No Refúgio”
Com o tempo, a casa começou a ser construída e surgiu a ideia de abrir o espaço para outras pessoas. Junto da tia Marina, do tio Pedro e da prima Mônica, nasceu o No Refúgio — um lugar pensado para acolher quem também precisa desacelerar.
A tia Marina, conhecida pela culinária típica, foi peça-chave na criação do café da manhã rural, que virou a principal experiência oferecida.
“Quando recebo as pessoas, sinto que estou cozinhando para meus filhos e sobrinhos. É como se fosse minha própria família”, diz.
Apoio técnico que virou virada de chave
A estruturação do negócio veio com o apoio da ATeG Agroturismo do Senar/MS. Logo na primeira visita técnica, a família entendeu que não precisava esperar a perfeição para começar — bastava organização, planejamento e acompanhamento.
“Foi uma quebra de paradigma. Eu precisava desse acompanhamento para me sentir segura e tocar meu negócio”, explica Marcia.
Hoje, o No Refúgio recebe até 50 visitantes aos domingos, com um cardápio recheado de sabores do campo:
- Pães e bolos caseiros
- Pamonha
- Frutas da estação
- Café passado na hora
- Pão de queijo
- Arroz carreteiro com ovo (quebra-torto)
- Chipa frita da tia Marina (carro-chefe da casa)
Além do café, os visitantes fazem uma trilha leve em meio à mata nativa e às margens do córrego Ceroula, vivendo uma experiência de conexão com a natureza.
Propósito que vai além do lucro
Mesmo com planos de expansão, Marcia faz questão de preservar o sentido original do projeto: oferecer um espaço de acolhimento, pausa e bem-estar.
“Para quem já enfrentou o esgotamento emocional, pequenos gestos e ambientes simples fazem diferença. Se eu conseguir levar essa experiência para mais pessoas, esse será meu ápice”, resume.
Serviço
No Refúgio
Rodovia BR-060, entre os km 337 e 338 – Zona Rural de Campo Grande
Reservas e informações: WhatsApp (67) 99100-6511
Histórias como a de Marcia mostram que, com apoio técnico, coragem e afeto, o campo pode ser não apenas fonte de renda, mas também lugar de cura, pertencimento e novos começos.
A página no Instagram é @no_refugio.
