15 de fevereiro de 2026
Polícia

Advogado é preso por descumprimento de medidas protetivas e violência doméstica na Capital

Homem de 34 anos foi localizado após mais de um mês de diligências; OAB-MS foi acionada para acompanhar o procedimento
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM), prendeu neste domingo (15) um homem de 34 anos, investigado por crimes no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, em Campo Grande. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva em aberto.

De acordo com a investigação, o suspeito já havia sido preso em flagrante no dia 18 de dezembro de 2025, após episódios de ameaça e injúria registrados no bairro Vila Alba. As vítimas, mulheres com idades entre 26 e 34 anos, relataram comportamentos de controle, intimidação e medo.

No dia seguinte, 19 de dezembro, ele foi colocado em liberdade provisória, mediante compromisso de cumprir medidas protetivas de urgência. No entanto, segundo registros policiais, o investigado teria descumprido as determinações judiciais nos dias 19, 25, 30 e 31 de dezembro, utilizando meios de comunicação e contatos eletrônicos para continuar ameaçando e assediando a vítima.

Investigação e monitoramento

A Polícia Civil informou que a especializada já havia cumprido anteriormente um mandado de busca e apreensão, diante de denúncias de que o investigado possuía armas de fogo.

Ao tomar conhecimento de novas investigações, o homem passou a agir de forma furtiva, deixando a residência onde morava e também o escritório de advocacia onde atuava.

Após mais de um mês de diligências e monitoramento, os policiais localizaram o paradeiro do suspeito. O imóvel foi acompanhado desde as primeiras horas da manhã e, com a confirmação de sua presença, a prisão foi cumprida sem intercorrências.

Em cumprimento às prerrogativas legais da profissão, a OAB-MS foi acionada logo após a captura para acompanhar os procedimentos.

Compromisso no combate à violência doméstica

A Polícia Civil reforçou que o descumprimento de medidas protetivas representa grave afronta às decisões judiciais e coloca em risco a integridade física e psicológica das vítimas, sendo passível de medidas cautelares mais severas.

O preso permanece à disposição da Justiça.
Foto: PCMS