Ex-marido confessa ter provocado incêndio que matou mulher em aldeia indígena de Paranhos
Crime é investigado como feminicídio; suspeito teria usado desodorante aerossol e isqueiro para iniciar o fogo
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul confirmou que Juares Fernandes, de 52 anos, confessou ter provocado o incêndio que resultou na morte de Ereni Benites, de 44 anos, em uma aldeia indígena no município de Paranhos (MS).
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O crime ocorreu na madrugada de domingo (8) e é investigado como feminicídio.
Segundo informações divulgadas pela polícia nesta terça-feira (10), o suspeito relatou em depoimento que utilizou um desodorante aerossol e um isqueiro para atear fogo na casa onde a vítima estava.
Investigação apontou participação do ex-companheiro
Durante as diligências iniciais, os investigadores reuniram indícios que apontavam para a possível participação do ex-marido no incêndio. Testemunhas relataram que Ereni e Juares haviam consumido bebidas alcoólicas juntos pouco antes do crime.
De acordo com a apuração, após deixar o local onde estavam, a vítima retornou para casa para dormir. Pouco tempo depois, o imóvel foi tomado pelas chamas.
Com as inconsistências nos depoimentos e as provas reunidas, o suspeito foi novamente ouvido pela Polícia Civil e acabou confessando o crime ao ser confrontado com os elementos da investigação.
Após a confissão, policiais civis realizaram novas buscas nas proximidades do local do incêndio e localizaram o desodorante aerossol e o isqueiro utilizados para iniciar o fogo.
Segundo o relato do próprio suspeito, o uso do aerossol facilitou a propagação rápida das chamas.
A autoridade policial responsável pelo caso solicitou a prisão preventiva de Juares Fernandes, medida que recebeu parecer favorável do Ministério Público.
O suspeito permanece à disposição da Justiça, enquanto o inquérito policial continua para esclarecer completamente as circunstâncias do crime.
Foto: Divulgação
