19 de março de 2026
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COP15 deixará legado verde com criação de bosque em Campo Grande

A realização da COP15 em Campo Grande deixará um legado ambiental permanente na Capital: a criação do chamado “Bosque da COP15”, que contará com o plantio de cerca de 250 mudas de árvores nativas e frutíferas.

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Entre as espécies que serão plantadas estão ipês, jacarandá, angico, manduvi, além de árvores que servem de alimento e abrigo para a fauna local.

A iniciativa é desenvolvida em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável e integra as ações ambientais relacionadas à conferência internacional, que acontece entre os dias 23 e 29 de março.

Mais verde e biodiversidade

O objetivo do projeto é ampliar a arborização urbana, criando um espaço que favoreça a preservação da fauna e da flora, além de atrair aves e outros animais para abrigo e alimentação.

A proposta segue a regra internacional 3-30-300, que orienta o planejamento urbano sustentável:

  • cada pessoa deve ver ao menos três árvores de sua casa
  • os bairros devem ter no mínimo 30% de cobertura vegetal
  • todos devem viver a até 300 metros de uma área verde

Segundo a gerente de Arborização da Semades, Dayane Zanela, a área escolhida já vinha sendo estudada.

“Com a COP15, entendemos que este é o momento ideal para implementar esse projeto”, explicou.

Bairro Carandá Bosque receberá o projeto

O bosque será implantado no bairro Carandá Bosque, reforçando a presença de áreas verdes na região e criando um novo espaço de convivência para os moradores.

Para a prefeita Adriane Lopes, a ação reforça o compromisso ambiental da Capital.

“Medidas como essa ajudam a explicar por que Campo Grande já foi reconhecida sete vezes como ‘Tree Cities of the World’”, destacou.

Marcely Moraes, com a filha Aurora, de um ano, no colo. (Foto: Roberto Ajala)

Benefícios para a população

Além de contribuir para o meio ambiente, o Bosque da COP15 deve:

  • ampliar a qualidade de vida
  • criar áreas de lazer e convivência
  • aproximar a população da natureza
  • fortalecer a educação ambiental

Moradores da região já comemoram a iniciativa. A moradora Marcely Moraes, que vive no bairro há mais de duas décadas, destacou o impacto positivo.

“Um bosque aqui será perfeito. Minha filha vai poder crescer com esse contato com a natureza”, afirmou.

A aposentada Fátima Miguel também vê o projeto como um ganho para o cotidiano.

“Isso é uma terapia para quem gosta de ouvir os pássaros”, comentou.

A diarista Fátima Miguel, que mora no bairro há duas décadas (Foto: Roberto Ajala)

Preservação das aves migratórias

Campo Grande abriga cerca de 400 espécies de aves, sendo aproximadamente 80 migratórias. A criação do bosque deve contribuir diretamente para a preservação dessas espécies, ampliando áreas de abrigo e alimentação.

Jucelino, que mora na região há mais de duas décadas, com a filha, de quatro anos (Foto: Roberto Ajala)

Para o jardineiro Jucelino Pereira, a iniciativa representa esperança e qualidade de vida.

“Agora vamos ter mais natureza na porta de casa, isso é muito importante”, disse.

Legado ambiental da COP15

Mais do que sediar um evento internacional, Campo Grande reforça seu papel como referência em sustentabilidade e conservação ambiental. O Bosque da COP15 simboliza esse compromisso, deixando uma herança verde duradoura para a cidade e suas futuras gerações.