Morre aos 50 anos Preta Gil
A cantora, atriz, apresentadora e empresária Preta Maria Gadelha Gil Moreira, filha do eterno Gilberto Gil, faleceu neste domingo, aos 50 anos, após enfrentar bravamente um câncer no intestino. Sua trajetória atravessou diversos ritmos e espaços culturais — e não apenas a MPB.
Uma carreira sem limites
Preta iniciou sua carreira como produtora de videoclipes para a MTV e, em 2003, lançou seu primeiro álbum, Prêt-à Porter, que misturava samba-funk, pop, axé e funk — um reflexo de seu estilo eclético.
Além da MPB, ela se destacou como intérprete de sambas e sambas-enredo. Como prova, lançou o DVD ao vivo Bloco da Preta em 2014, celebrando seu bloco carnavalesco — que arrastava milhares de foliões pelo Rio — em tributo às raízes do samba e da cultura popular.
Paixão pelo Carnaval e pelos ritmos populares
Idealizadora do famoso Bloco da Preta, Preta Gil foi destaque nas festas de rua cariocas, mesclando samba, pagode, funk, pop e axé — e provando que representava muito mais que a MPB.
Representatividade e ativismo
Orgulhosa de sua identidade como mulher preta, gorda e bissexual, Preta sempre falou com autenticidade. Sua postura firme e acolhedora refletia a coragem de romper padrões e inspirar novas gerações, dentro e fora do palco.
Falar em Preta Gil é lembrar de uma figura plural: uma cantora que transitava com maestria por samba, Carnaval, funk, axé e MPB, sempre com muito brilho no palco. Filha de Gilberto Gil, fortaleceu seu lugar na história da música brasileira com atitude e talento inconfundíveis.
Que sua voz continue ecoando nos batuques, folias e corações do Brasil. A herança de Preta é a liberdade de ser e cantar sem rótulos — sempre fiel a si mesma.
Foto: Reprodução/Instagram