Veja detalhes do Julgamento de Bolsonaro e aliados no STF
Nesta terça-feira (2), foi iniciada a fase decisiva do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex‑presidente Jair Bolsonaro e mais sete envolvidos, sob acusação de organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado. A sessão é conduzida pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin (presidente), Cármen Lúcia, Flávio Dino e Luiz Fux.
Quem está sendo julgado: réus do “núcleo 1”
- Jair Bolsonaro (ex-presidente)
- Walter Braga Netto (ex-ministro e general)
- Augusto Heleno (ex-ministro do GSI)
- Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa)
- Anderson Torres (ex-ministro da Justiça)
- Almir Garnier (ex-comandante da Marinha)
- Alexandre Ramagem (ex-diretor da ABIN)
- Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro)
Acusações principais
Todos respondem pelos crimes de:
- Tentativa de golpe de Estado
- Organização criminosa armada
- Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
- Dano qualificado e deterioração de patrimônio público
Ritmo do julgamento
O processo seguirá em oito sessões distribuídas entre hoje, amanhã (3), e os dias 9, 10 e 12 de setembro. O início foi dedicado à leitura do relatório pelo relator Moraes e às alegações da acusação, representada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. O voto final dos ministros deve ocorrer nas últimas sessões.
Presença dos réus
Bolsonaro não compareceu presencialmente à sessão inicial, segundo sua defesa, por problemas de saúde — como crises de soluços e vômitos. Ele segue em prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica, e precisaria de autorização judicial para se deslocar ao STF. Outros réus, como generais e autoridades militares, também deverão acompanhar à distância.
Segurança reforçada
Toda a estrutura do STF foi preparada com rigor: controle de entrada, varredura com cães farejadores, drones e restrição de acesso. Mais de 500 jornalistas estão credenciados para cobrir o evento, que está sendo transmitido ao vivo por diversos veículos.
O que está em jogo
O julgamento é histórico: pode resultar em condenações de alto impacto, com penas que ultrapassam 30 anos de prisão. É um rito que testará os limites da democracia brasileira — por isso, está sendo acompanhado internacionalmente, com repercussão direta sobre o Judiciário e sobre o próprio país.
