7 de março de 2026
EconomiaInclusão Social

Políticas sociais avançam e 40 mil pessoas deixam a pobreza no MS

Programas estruturantes da Sead, como MS Supera e Mais Social, impulsionam ascensão social e reduzem a extrema pobreza para o menor índice da série histórica
Mato Grosso do Sul colhe resultados expressivos no combate à pobreza e à extrema pobreza desde o início de 2023. Dados oficiais da Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, divulgada neste mês, mostram que mais de 40 mil pessoas deixaram a situação de pobreza entre 2023 e 2024 — reflexo direto da estratégia do Governo do Estado de reestruturar políticas sociais e priorizar ações que garantam dignidade, autonomia e oportunidades.

O avanço ocorre em um cenário de pleno emprego, crescimento econômico robusto e transformação dos programas sociais conduzidos pela Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), que ampliou o alcance das iniciativas e adotou mecanismos de incentivo ao estudo, qualificação profissional e entrada no mercado de trabalho.


MS Supera muda vidas e garante permanência de estudantes no ensino superior

Entre os programas considerados estruturantes pela Sead, o MS Supera tem impacto direto na vida de jovens que buscam formação de excelência. O benefício paga um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda, permitindo sua permanência em cursos superiores — inclusive integrais — e reduzindo a evasão escolar.

A história de Ariadne Mariana Rocha da Cunha, 24 anos, acadêmica de Medicina e primeira da família a concluir o Ensino Médio, ilustra o alcance transformador do programa.
Ela só conseguiu seguir na universidade graças à mudança na legislação, que eliminou a obrigatoriedade de estágio — requisito que antes impedia estudantes de período integral de participarem do antigo Vale Universidade.

“Entrei na faculdade e logo veio o dilema de como me manter. Quando saiu a mudança no programa, foi minha segunda vitória. A primeira foi passar no vestibular, e a segunda foi ser aprovada para receber o MS Supera”, relata Ariadne, que acaba de concluir o 6º semestre de Medicina.

A estudante revela ainda a motivação pessoal que a aproximou da profissão: o mau atendimento recebido por sua mãe após um acidente.

“Decidi que queria tratar cada paciente com respeito, sem diferença entre rico e pobre. É isso que vou fazer”, afirma.


Mais Social ganha novas regras e incentiva permanência escolar

Outro programa aprimorado pelo Governo do Estado é o Mais Social, que agora oferta adicional de R$ 300 para beneficiários que frequentam o ensino regular ou a EJA (Educação de Jovens e Adultos). A reformulação tem como objetivo fortalecer trajetórias educacionais e incentivar o retorno à escola.

Atualmente, o programa atende mais de 40 mil famílias em todo o Estado.


Extrema pobreza cai quase 41% em dois anos

De acordo com o IBGE, a proporção de pessoas em extrema pobreza em Mato Grosso do Sul caiu 40,74% desde 2022.
Os dados refletem a queda do índice de:

  • 2,7% em 2022,
  • 2,0% em 2023,
  • para 1,6% em 2024,
    considerando como extremamente pobres as famílias que vivem com até US$ 2,15 por dia.

É o menor indicador desde o início da série histórica.


Busca Ativa reforça inclusão e amplia cobertura dos programas sociais

Como parte da estratégia para alcançar famílias invisíveis às políticas públicas, a Sead iniciou em 17 de março de 2025 uma intensa busca ativa em todos os 79 municípios.
Com uso de georreferenciamento e cruzamento de dados, equipes percorrem bairros e áreas rurais à procura de famílias vulneráveis que não recebem nenhum benefício.

O MS Supera, que hoje conta com 2.200 vagas, será ampliado para 2.500 no próximo ano.


Programas que asseguram dignidade

Além das iniciativas estruturantes, o Governo mantém ações de proteção direta a famílias de baixa renda, entre elas:

  • Energia Social: Conta de Luz Zero – que paga a conta de energia de 29 mil famílias;
  • Cuidar de Quem Cuida – com 1.878 beneficiados;
  • Entrega de cestas alimentares – atendendo mais de 20 mil famílias indígenas aldeadas.

“Acabamos com o assistencialismo e colocamos as pessoas na vida produtiva”

A secretária Patrícia Cozzolino reforça que o Estado deixou para trás o modelo de assistência imediatista, substituindo-o por programas estruturantes e sustentáveis.

“Fizemos o diagnóstico e transformamos nossos programas sociais em políticas estruturantes, acabando com o assistencialismo e colocando as pessoas na vida produtiva. Estamos perseguindo a erradicação da extrema pobreza e reduzindo a pobreza”, afirmou.


Mato Grosso do Sul avança em dignidade, inclusão e autonomia, consolidando-se como referência nacional em políticas públicas que realmente transformam vidas — e que já começam a reposicionar milhares de famílias rumo a um futuro mais estável e igualitário.