Motorista de aplicativo é agredida por passageiras após corrida em Campo Grande
Caso ocorreu na Vila Taveirópolis e foi registrado como lesão corporal dolosa
Uma motorista de aplicativo, de 36 anos, procurou a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Centro) na manhã deste sábado (31) para registrar um caso de lesão corporal dolosa ocorrido durante uma corrida em Campo Grande.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima relatou que trabalha como motorista por aplicativo e, por volta das 5h30, atendeu uma corrida solicitada pelo aplicativo 99, com início na Choperia Toda Hora, na Avenida Brilhante, tendo como destino o bairro Nova Campo Grande.
Durante o trajeto, duas passageiras embarcaram no veículo. Ao se aproximarem do destino, as mulheres solicitaram que o pagamento fosse realizado via Pix antes da chegada, o que gerou um desentendimento verbal. Diante da situação e do comportamento alterado das passageiras, a motorista informou que cancelaria a corrida e pediu para que ambas descessem do veículo.
Segundo o relato, nesse momento, as passageiras passaram a agredi-la fisicamente, desferindo socos e chutes, caracterizando agressão injusta. A motorista acionou o sistema Zelo, solicitando ajuda a outros motoristas de aplicativo.
Colegas de profissão compareceram rapidamente ao local e intervieram, fazendo cessar as agressões. As autoras teriam parado somente após a separação feita por terceiros.
A vítima informou à polícia que uma das agressoras se chama Ivone e a outra Renata, mas afirmou não possuir, até o momento, a qualificação completa das envolvidas, que deverá ser obtida junto ao aplicativo 99, responsável pela solicitação da corrida.
Para reportagem a motorista de aplicativo relatou que está gestante de dois meses á ser confirmado na próxima semana via exames médicos. Paula também disse que trabalha como motorista de aplicativo de transporte urbano, há mais de dois anos, e nunca ocorreu algum tipo de situação como esta “recebí um Prêmio por mais de duas mil corridas”. No fechamento da matéria a vítima estava passando por exames de corpo e delito e disse ter acionado um advogado para acompanhar o caso.
O caso foi registrado na Depac (1º Delegacia e Policia Civil) como lesão corporal dolosa (Artigo 129 do Código Penal) e segue sob apuração da Polícia Civil.
