Caso do cão Orelha mobiliza protestos e comoção nacional vídeo mostra manifestação
Animal comunitário morreu após agressões que chocaram moradores da Praia Brava, e atos aconteceram em diversas cidades neste domingo
O caso do cachorro Orelha, que chocou moradores da Praia Brava, em Florianópolis (SC), continua mobilizando a sociedade e provocando manifestações em várias cidades brasileiras. O animal, conhecido como um cão comunitário que vivia há cerca de 10 anos na região, foi vítima de agressões graves atribuídas a adolescentes no início de janeiro, o que resultou em sua morte dias depois.
O caso e a investigação
Segundo apuração da Polícia Civil de Santa Catarina, Orelha foi encontrado em estado crítico na Praia Brava, com ferimentos graves na cabeça provavelmente causados por um objeto contundente, e precisou ser submetido à eutanásia devido à extensão das lesões. Quatro adolescentes são apontados como suspeitos das agressões.
Durante a investigação, também foram indiciados três adultos por suspeita de coagir uma testemunha que poderia auxiliar no esclarecimento dos fatos. Em resposta à divulgação do caso, a Justiça determinou que redes sociais removam conteúdos que exponham a identidade dos menores envolvidos, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Repercussão e protestos
A morte de Orelha provocou comoção nacional, mobilizando protetores dos direitos dos animais, organizações da causa animal e moradores para atos públicos em defesa de punições mais severas para crimes de maus-tratos. Protestos ocorreram em Florianópolis e em várias capitais do país neste domingo (1º), incluindo a Avenida Paulista, em São Paulo, reunindo manifestantes de diversas idades e com seus próprios animais de estimação.
Em São Paulo, o ato reuniu pessoas vestindo roupas pretas e camisetas com imagens do cão, sob palavras de ordem como “Não foi só um latido, foi um chamado por justiça!”. Alguns participantes também defenderam a redução da maioridade penal para crimes graves, como os supostos cometidos no caso, tema que ganhou ainda mais visibilidade nas discussões políticas em curso.
A mobilização foi registrada em outras capitais como Rio de Janeiro, Vitória, Belo Horizonte e Porto Alegre, entre outras, com manifestantes cobrando maior rigor na legislação sobre maus-tratos a animais, além de punições eficazes para os responsáveis.
Impactos legais e sociais
O episódio também impulsionou o debate sobre mudanças na legislação de proteção animal e a participação de autoridades no tema. Parlamentares e figuras públicas se manifestaram nas redes sociais e em entrevistas pedindo maior responsabilidade penal nos casos de violência contra animais.
O caso do cão Orelha permanece sob investigação da Polícia Civil de Santa Catarina, que segue com as diligências para apurar todas as circunstâncias e responsabilizações, respeitando os trâmites legais e a proteção dos direitos tanto das vítimas humanas quanto das normas do ECA relacionadas aos adolescentes envolvidos.
Foto: Reprodução
