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Presidente da Fiems defende juros baixos em crédito de socorro às empresas contra tarifaço dos EUA

Presidente da Fiems defende juros baixos em crédito de socorro às empresas contra tarifaço dos EUA

14/08/2025 às 11h32 Atualizada em 14/08/2025 às 14h32
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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O presidente da Fiems, Sérgio Longen, comentou sobre o pacote Brasil Soberano, lançado pelo governo federal para mitigar os impactos econômicos da elevação unilateral, em até 50%, das tarifas de importação sobre produtos brasileiros anunciadas pelos Estados Unidos.

Entre as medidas anunciadas, estão o direcionamento de R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para crédito com taxas acessíveis, e outras ações, como aumentar o percentual de restituição de tributos federais às empresas.

O líder empresarial defendeu que o governo ofereça juros menores do que a Taxa Selic para garantir a sobrevivência das empresas socorridas pelo plano.

“As surpresas acontecem como sempre. De onde vem o dinheiro? R$ 30 bilhões vêm de resultado de aplicação financeira de dentro do BNDES. O governo não divulgou ainda a taxa de juros, então temos a expectativa de que isso possa mitigar o impacto das tarifas dos produtos exportados. Esperamos que, no mínimo, esses juros sejam parecidos com o que o mercado internacional opera, em torno de 3 a 4% ao ano. Do contrário, se forem praticados juros de Selic mais alguma taxa, as empresas vão quebrar. Entre a cruz e a espada, entendo que o empresário fique onde esteja, a menos que a gente consiga um juro de mercado internacional”, disse Longen.

O presidente da Fiems também manifestou preocupação com a forma como o governo federal vem conduzindo a política das exportações brasileiras.

“A gente imagina que o governo não sabe o que pode ser feito para melhorar as exportações e diz que vai devolver os impostos relativos à cadeia de produção via Reintegra por um período, para mitigar o impacto da tarifa. O governo reconhece que está cobrando impostos das exportações. Então, isso diverge um pouco da opinião quando se trata de um projeto de Brasil de exportação”, observou.

Longen ainda cobrou que o governo garanta maior segurança jurídica às empresas exportadoras.

“O governo federal também diz que dará garantia jurídica para a operação até 2026. É outra preocupação que deixa claro que a política brasileira de exportação não tem segurança jurídica. São pontos que nos preocupam quando o governo resolve, no afogadilho, lançar um programa como esse, sem ter definido as ações que o empresário quer ouvir. A parte do governo deveria ter sido feito há tempos, de dar a segurança jurídica para quem exporta e também devolver os impostos imediatamente às empresas que estão exportando”, finalizou o presidente da Fiems.

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