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Prefeitura de Campo Grande inclui mães atípicas em programa de inserção ao mercado de trabalho

Prefeitura de Campo Grande inclui mães atípicas em programa de inserção ao mercado de trabalho

21/01/2026 às 14h15 Atualizada em 21/01/2026 às 18h15
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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A Prefeitura de Campo Grande ampliou o alcance do Primt (Programa de Inclusão ao Mercado de Trabalho) e passou a incluir, a partir de 2026, uma cota específica para mães e pais de crianças neurodiversas. A inovação está prevista na Lei Municipal nº 7.374/2025 e representa um avanço nas políticas públicas de inclusão social e profissional.

O programa funciona como uma ponte para a reinserção no mercado de trabalho, oferecendo período de adaptação, qualificação e experiência prática, permitindo que os beneficiários retomem a vida profissional sem abrir mão dos cuidados com os filhos.

Oportunidade que transforma realidades

A iniciativa já mostrou impacto direto na vida de famílias campo-grandenses. A jovem Lays Rezende, de 28 anos, mãe de Luiz Ricardo, de 9 anos, conta que o programa foi decisivo para garantir renda e acompanhar o tratamento do filho.

“Consegui obter uma renda para investir melhor nos tratamentos dele, além de acompanhar mais de perto as consultas, a escola e o diálogo com os professores. Foi uma oportunidade que eu não teria no serviço em que estava antes”, relata.

Moradora do bairro Paulo Coelho Machado, Lays busca agora uma nova participação no programa, com planos bem definidos.

“Quero fazer o máximo de cursos possíveis na Escola Funsat, aprender bastante e iniciar uma faculdade ainda este ano. Só com qualificação vou conseguir me fixar melhor no mercado”, afirma.

Mães solo encontram acolhimento no programa

Outra beneficiária é Débora Alves de Almeida, de 28 anos, moradora do bairro Los Angeles e mãe solo de três filhos. Um deles, Ítalo, possui duas condições neurodiversas e exige acompanhamento frequente com médicos, fonoaudiólogos e terapias.

Segundo ela, as faltas necessárias para cuidar do filho resultaram em demissões anteriores e dificuldade de permanência no mercado.

“No Primt, pela lei que assegura essas regras, a mãe atípica ou o pai beneficiário será compreendido. Isso muda tudo. Cheguei a ficar sete horas na fila para conseguir me inscrever, porque sei o quanto essa oportunidade é importante”, conta.

Débora também defende que a iniciativa sirva de exemplo para empresas privadas.

“Tomara que esse modelo da Prefeitura seja replicado nas empresas. Dá para adaptar horários e, mesmo assim, a mãe contribuir profissionalmente. Precisamos de oportunidades”, reforça.

Inclusão com qualificação e futuro

Além da renda, o programa oferece acesso à capacitação profissional, por meio dos cursos da Escola Funsat, fortalecendo o currículo dos participantes e ampliando as chances de contratação definitiva no mercado formal.

“O Primt é uma ponte que se abre para quem precisa. Agora também vai colaborar com famílias de crianças neurodiversas. É um direito nosso”, destaca Débora.

A inclusão de mães e pais atípicos no Primt representa um avanço na política de inclusão social em Campo Grande, reconhecendo realidades muitas vezes invisibilizadas e criando oportunidades concretas para quem precisa conciliar cuidado, dignidade e trabalho.

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