
O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul identificou irregularidades na execução de emendas parlamentares e determinou medidas imediatas que atingem dezenas de municípios sul-mato-grossenses. Ao todo, 31 prefeitos foram intimados a prestar esclarecimentos e apresentar documentos detalhados sobre a aplicação dos recursos públicos.
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A decisão foi tomada pelo conselheiro Osmar Domingues Jeronymo, com base em relatório técnico que apontou inconsistências relevantes na gestão das emendas.
A determinação consta na Decisão Singular Interlocutória nº 205/2026, proferida no âmbito de acompanhamento que avalia a conformidade da execução de emendas parlamentares estaduais e municipais com critérios de transparência e rastreabilidade definidos pelo Supremo Tribunal Federal, especialmente no contexto da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental - ADPF 854/DF.
Entre os principais problemas identificados estão:
Com base nos achados, o TCE-MS determinou:
No caso de Dourados, foi identificado que apenas 40% das emendas estavam destinadas à área, abaixo do exigido.
O relatório também revelou falhas nos portais de transparência. Apenas o Governo do Estado e o município de Angélica atenderam plenamente aos requisitos.
Outros 16 municípios, incluindo Campo Grande, terão que adequar suas plataformas digitais para garantir publicidade e controle social das emendas.
A decisão prevê a intimação de 31 prefeitos, que deverão encaminhar:
A medida está alinhada às diretrizes do Supremo Tribunal Federal, especialmente no âmbito da ADPF 854, que estabelece critérios rigorosos de transparência e rastreabilidade para emendas parlamentares.
A atuação do TCE-MS reforça o monitoramento sobre a aplicação de recursos públicos e amplia a cobrança por transparência e responsabilidade fiscal nos municípios.
A decisão coloca pressão sobre gestores públicos e pode impactar diretamente a execução de projetos financiados por emendas no Estado.
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