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“Que sirva de exemplo”, decisão que obriga médicos fazerem prescrição com letra legível disse Paulo Corrêa

“Que sirva de exemplo”, decisão que obriga médicos fazerem prescrição com letra legível disse Paulo Corrêa

25/01/2024 às 10h23 Atualizada em 25/01/2024 às 13h23
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Parlamentar alerta que receitas ilegíveis podem causar riscos à vida dos pacientes

Autor da Lei Nº 6.098/2023, que institui o Dia Estadual em Defesa da Prescrição Legível, o deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB) comemorou a recente decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) que obriga que médicos de Campo Grande façam prescrição de receitas e pedidos de exames de forma digital ou, em casos emergenciais, escritas em letra de forma.

A decisão decorre de Ação Civil Pública movida pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul contra o município de Campo Grande. Nela, a Justiça também determinou a instalação de equipamentos de informática, como computadores, impressoras, tinta e papel sulfite em todas as unidades de saúde da família e demais órgãos que compõem a Atenção Primária à Saúde da Capital, para que a obrigação seja cumprida.

“Importante decisão para a saúde pública, que reforça que a prescrição legível é mais que um dever dos profissionais, é um direito dos pacientes. Esperamos que esse exemplo seja seguido nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, pois a saúde vem sempre em primeiro lugar”, avaliou o 1º secretário da Assembleia Legislativa.

Na ação, a Defensoria Pública argumenta que na maioria das vezes os documentos são redigidos à mão, com letra ilegível, o que vem ocasionando transtornos aos pacientes. “Assim, até risco de morte sofre o assistido ante à demora na propositura de ação judicial por conta da impossibilidade da decodificação dos documentos médicos”, argumentou o defensor Amarildo Cabral.

Para Paulo Corrêa, a caligrafia ilegível e as abreviações utilizadas pelos profissionais representam riscos à saúde dos pacientes. “Essa confusão na interpretação da grafia dos médicos pode acarretar o uso equivocado de algum medicamento, agravar a situação dos pacientes e até mesmo expô-los ao risco de morte”, alerta.

Audiência pública – Diante desse risco iminente, Paulo Corrêa convocou uma audiência pública, realizada no dia 20 de setembro de 2023, para discutir o assunto. A reunião contou com a presença de diversos profissionais da Saúde, representantes do poder público e de entidades públicas e privadas.

“Há lei federal que obriga a emissão de receitas legíveis, mas ainda tem uma resistência muito grande. E prescrever uma receita legível é a coisa mais simples do mundo! Se a gente quer um Estado moderno, tecnológico, qual o problema de fazer uma receita legível?”, finalizou o parlamentar.

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