
O deputado estadual Zeca do PT apresentou requerimento na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul solicitando investigação urgente sobre a construção da chamada "Orla do Rio" no dique de Porto Murtinho.
O parlamentar questiona um acordo firmado em agosto de 2025 entre a Superintendência do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul e a Prefeitura de Porto Murtinho, que autorizou a transferência da gestão da área da União para o município e permitiu o início das obras.
Segundo Zeca, a principal preocupação envolve possíveis impactos à estrutura do dique, considerado fundamental para a proteção da cidade contra cheias do Rio Paraguai.
“Manifesto preocupação se isso é permitido pela legislação ou pelos normativos que regulam os cuidados necessários para a preservação do dique como elemento importante de segurança para a população”, afirmou o deputado.
O requerimento também levanta dúvidas sobre a retirada de famílias que ocupavam a área localizada entre o dique e o Rio Paraguai.
De acordo com o parlamentar, é necessário esclarecer quais critérios foram utilizados para a desocupação e por que alguns moradores deixaram o local enquanto outros permaneceram.
Além disso, Zeca questiona se existem projetos para instalação de restaurantes, lanchonetes, praças de alimentação ou outros empreendimentos comerciais na futura orla.
Entre os documentos e informações solicitados pelo deputado estão:
O parlamentar informou que encaminhará a solicitação também ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Contas da União para avaliação da legalidade do acordo e dos investimentos públicos envolvidos.
“Precisamos entender a legalidade do acordo firmado e das obras em andamento, principalmente porque há preocupação quanto à segurança da estrutura do dique e dos recursos públicos empregados”, destacou.
O documento foi encaminhado ao superintendente da SPU em Mato Grosso do Sul, Robson Arguelho, ao secretário do TCU em Mato Grosso do Sul, Mário Bertuol, e ao procurador-chefe do MPF no Estado, Luiz Mantovani.
A expectativa é que os órgãos competentes analisem a documentação e esclareçam se todas as etapas do empreendimento estão em conformidade com a legislação ambiental, patrimonial e de segurança pública.
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